quinta-feira, 14 de novembro de 2019


Constatei que o Brasil e o Marrocos são países completamente diferentes, embora tenham muito em comum entre si.
Por exemplo:
1- Aos nossos olhos, Marrocos é um país exótico,
    assim como somos exóticos aos olhos dos
    europeus.
2- Ambos possuem riquezas que poderiam elevá-los 
    a patamares além de "emergentes". Mas suas
    elites preferem mantê-los na situação em que se
    encontram, com uma massa gigantesca de pobres
    e miseráveis, e um injustificável abismo social.
3- O Marrocos usa a religião para manter o povo
    submisso. O Brasil usa a estratégia do "pão &
    circo", ficando o circo a cargo da grande mídia.

Deixando de lado o contexto sócio-político-religioso,
seguem rápidos comentários e algumas fotos das
cidade que visitamos (clique nas fotos para ampliar).


Viajamos com a Marrocosfascinante,
Sonia Rebollal Medeiros é a representante da Siroco Tours no Brasil (21)98870-6153

CASABLANCA
Chegamos no final da tarde. Deixamos as malas no hotel e fomos dar uma volta pelos arredores. Nada de interessante. Os cafés e restaurantes eram pouco convidativos. Optamos por jantar no restaurante do hotel, que foi uma grata surpresa.
Na manhã seguinte, Aly Boughrara nosso guia-condutor durante toda a viagem, nos levou para visitar a mesquita da cidade, Hassan II construída sobre o mar, uma das poucas que no mundo são passíveis de visitar por não-mulçumanos. Grande e rica o bastante para fazer inveja aos católicos e suas grandes igrejas. Depois fomos até a porta do Rick´s Café, o piano-bar que ainda ambienta o filme Casablanca.
RABAT
Seguimos no Toyota 4X4, conduzido pelo Aly, e chegamos à capital, com suas belas cúpulas, minaretes e largas avenidas. Fomos direto visitar o Mausoléu de Mohammed V. Uma esplanada cheia de colunas e o prédio onde está sepultado (protegido por guardas estilosos).


Dali fomos para o Hotel Ryad Zyo. Localizado dentro da Medina, foi o nosso primeiro impacto com o modus vivendi do povo marroquino. Aly parou o carro na rua principal e fomos arrastando as malas em meio ao que, no Brasil, chamamos de "feira-livre". Para nossa surpresa, chegamos ao Ryad, um hotel-butique com direito a piscina, terraço e uma arquitetura belíssima. Show!
As fotos dizem tudo:
Jantamos num restaurante nível Michellin, o Villa Mandarine, localizado dentro de um condomínio luxuosíssimo.

              
CHEFCHAUOEN
Conhecida como "cidade azul", pois a quase totalidade dos prédios são pintados de um azul-anil exuberante. Mas, ao contrário de Positano, cidadezinha encantadora da Costa Amalfitana, na Itália, Chefchaouen fica no alto da encosta e proporciona um lindo visual para o visitante. 

  
Ficamos hospedados num hotel cinematográfico, com diversos ambientes acolhedores. O jantar estava incluído no programa e foi bastante correto.






VOLUBILIS / MEKNÉS
Depois do café da manhã em Chefchaouen, partimos em direção a  Fez. Mas, no caminho, aproveitamos para conhecer a cidade imperial de Meknès e as ruínas romanas de Volubilis. As ruínas são um exemplo de preservação de uma grande cidade colonial romana. Ela marcava a fronteira do império ao sul, e era o principal centro administrativo romano na África, fora do Egipto.




O sultão Moulay Ismail teve o sonho de fazer de Meknès a mais esplendorosa das cidades do Norte da África, e foi contemporâneo de Luis XIV de França. Por isso Meknes é conhecida como a “Versalhes do Magreb”. A região de Mecknés é também a zona do país onde se produzem vinhos, essencialmente de castas francesas.














terça-feira, 12 de novembro de 2019

FEZ - Chegamos a Fes, onde vimos  a cidade num dos seus esplendores, banhada pela luz suave da tarde. Fizemos  uma breve visita panorâmica e fomos para o hotel. Ficamos no Riad Ahlam que, como os outros, é simples por fora e muito bonito internamente (a regra ditada pela cultura muçulmana é não ostentar).
 O dia seguinte foi dedicado à descoberta da cidade e da medina de Fez. Fomos guiados por Adil, que sabe tudo sobre o Brasil, principalmente as gírias e as músicas, indo do luxo ao lixo. Fez é a cidade descrita por Paul Bowles como um “labirinto encantado abrigado do tempo”. Conhecemos em profundidade os seus recantos, tradições, monumentos e histórias. A labiríntica medina de Fez tem mais de 9000 ruas e vielas, num ambiente mágico entre a luz e a sombra, e é patrimônio mundial da UNESCO.
Fez foi outrora a capital de Marrocos, e tem influências fatimidas, andalusas, árabes, bérberes e judaicas. A cidade atingiu o seu auge no século XIII quando se tornou um pólo de conhecimento, tendo uma das mais antigas universidades do mundo, a Al Quaraouiyine. Ali estudou Maimônades. A Medina de Fez é a mais imponente das medinas históricas do norte de África, com as suas ruas labirínticas e secretas. O jantar foi no restaurante do terraço de um hotel muito bonito, o Palis Faraj.

MERZOUGA/SAARA - Na manhã seguinte, fomos visitar as mágicas florestas de cedros de Azrou e Ifran. O ambiente é calmo, límpido e com cheiros da natureza. Paramos no enorme vale fértil do Ziz, um dos maiores oásis do mundo.


Chegamos a Merzouga, cidade à beira do Saara. Sobre os camelos (dromedários), adentramos o Saara e, levados pelo guia Hebraim, chegamos às dunas de areias vermelhas do deserto. Os guias de camelos (3 grupos de 4 pessoas) eram engraçados e simpáticos. A todo momento gritavam África, cuscuz, tajine e um deles gritava “trivial”. Hebraim, nosso guia, tirou muitas fotos.


 (Esse é o Hebraim)


Fomos recebidos pelo jovem Mohammed. No jantar, nos serviram tajine e levamos vinhos marroquinos. O visual era bonito e o ambiente muito agradável.
(Esse é o Mohammed)
Após o jantar, fomos assistir e participar de uma apresentação de música tradicional bérbere em torno de uma fogueira. Tocamos, cantamos, dançamos e, para variar, fizemos um "samba do deserto".

Cansados de tanto batuque, subimos as dunas e ficamos deitados contemplando o impressionante céu estrelado, no silêncio e na escuridão do deserto (era lua nova).
No dia seguinte, fomos acordados para ver o nascer do sol, às 7h da manhã. Tomamos café e partimos rumo a Marraqueche.


GARGANTA DO TODRA / VALE DO DADES / OUARZAZATE
Dirigímo-nos à "Rota dos Mil Kasbahs". Visitamos as Gargantas do Todra, onde as falésias chegam aos 300m de altura, separadas por apenas 15m. Desfrutamos (o Valmir caiu dentro dele) de um passeio pelo rio, rodeado pela sumptuosidade dessa paisagem rochosa e única.




















Seguimos até Kalaat Mgouna.
A Cidade das Rosas é onde a envolvente paisagem é complementada pelo aroma esfuziante das rosas que se encontram nesse vale. O dia terminou no hotel Dar Chamaa, em Ouarzazate. Acidade é conhecida como “Portas do Deserto” pela sua localização entre as montanhas do Atlas e o Deserto do Saara. Além do cenário, visitamos o Kasba Taouirt, a antiga fortaleza, o palácio do Pasha Glaoui, perto da Medina, e os famosos estúdios de cinema que rodaram vários filmes históricos , incluindo o famoso Lawrence da Arábia.
Fomos adiante e paramos em Ait Banhaddou, o local mais importante na rota dos 'Mil Kasbahs', Património Mundial pela UNESCO. É muito famoso por ter servido de cenário para muitos filmes de Hollywood, tais como: A Múmia, O Gladiador, e A Guerra dos Tronos. Visitamos com um guia local. Entramos em uma residência para conhecermos o modo de vida deles.


 
MARRAQUEXE
No caminho para Marraquexe, fizemos várias paradas. Visitamos as cooperativas de artesanato e vimos como se fazem, ainda de forma artesanal, os famosos tapetes marroquinos, como se produz o óleo de argan, etc.
No início  da tarde chegamos a Marraquexe, onde há surpresas a cada esquina. Desde artistas tocando instrumentos originais/tradicionais e encantadores de serpente. De repente um macaco (no ombro do dono) mexeu no brinco da Eleonora. Sem contar todos os tipos de produtos e espetáculos, jardins e mercados com temperos coloridos e aromáticos.
Parece neve, mas é luz.

  












Terminamos o dia com um jantar na fantástica praça Jamaa el Fina, no restaurante Dar Essalam, onde a mistura de aromas, musica e espetáculos são inebriantes. Onde turistas e pessoas locais se confundem e jantam lado a lado.
Marraquexe é conhecida como  a cidade vermelha do Marrocos. O aroma intenso das especiarias, a atmosfera colorida e exótica, os recantos e segredos da sua história e a sua surpreendente arquitetura fazem dessa cidade a mais apetecível e visitada do Marrocos. Durante o dia, fomos acompanhado por Hanae, (Ana) uma guia dedicada somente à cidade de Marraquexe. Os monumentos a visitar são vários, dentre os quais se destacam a Madrassa Ben Youssef. Essa faculdade islâmica do século XII foi mandada construir pelo sultão Ali ibn Yusuf de Marrocos. Hoje é um museu que pode ser visitado. Os interiores são maravilhosos, todos decorados e a sua arquitetura é espetacular.


      
A Mesquita da Koutoubia é, sem dúvida, o monumento mais famoso e mais fotografado de Marraqueche (ao fundo na foto abaixo).

Visitamos também o Palácio Bahia onde estão os túmulos Saadianos
À tarde, visitamos o Jardim Majorelle. Ele foi projetado pelo artista Jacques Majorelle e pertenceu a Yves Saint-Laurent e Bergé Pierre nos anos 1980. É um maravilhoso jardim com flores exóticas de vários lugares do mundo.


 Jantamos no Pepe Nero, que é um restaurante lindo e com um cardápio excelente: comida italiana feita com jeitinho francês. Para chegarmos até ele, fizemos uma boa caminhada por labirintos estreitos e movimentados: burros, pequenas motos e gente, muita gente. Na volta, após o jantar, estava mais tranquilo. Os brasileiros, bombardeados pelo terrorismo midiático diário (jornais do tipo "desastres e tragédias") não se aventurariam a conhecê-lo. 


 







(fotos do interior do Pepe Nero)


No dia seguinte estávamos cansados das caminhadas. Então pegamos o ônibus vermelho turistão e conhecemos a parte nova e moderna de Marraquexe, que é bonita e muito interessante. Entramos em um shopping, o Menara Mall, muito chic, e tomamos café no francês Paul. Passeamos muito e a noite jantamos no Café de La Poste.


Fim do passeio ao Marrocos
Pegamos um trem (tipo TVG) até Casablanca e de lá, voamos a Roma.


domingo, 10 de novembro de 2019

ROMA / CASERTA - Do Fulmichino, fomos até a Estação Términe no trem expresso. Arrastamos as malas até o Hotel Central (ali pertinho). Fomos recebidos por um recepcionista que morou em B. Horizonte por 28 anos. Fez a maior festa.
Na manhã seguinte, voltamos à Términe para pegar o (TVG Itália) para CASERTA (1 hora e 10 minutos), cidade próxima a Nápoles. O programa foi visitar o monumental Palácio de Caserta, que rivaliza em tamanho e beleza ao de Versalhes. Só perde nos jardins.
O palácio deveria ser mais divulgado. Os jardins não são desenhados porém sua extensão é fantástica. O Palácio Real de Caserta pertencia à casa real dos Bourbons, de Nápoles, declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Está rodeado por um grande parque com o jardim italiano, onde que há várias fontes e a famosa Grand Cascade, e o jardim inglês, caracterizado por florestas densas. Em termos de volume, o Palácio Real de Caserta é a maior residência real do mundo, com mais de 2 mi de m², numa área de 47.000 m².


De volta a Roma, passeamos pela Praça Navona e arredores. À noite, jantamos num restaurante bacana, onde um saxofonista (após identificamo-nos) passou a noite tocando os sambas brasileiros mais conhecidos no exterior: Samba de uma nota só, Só danço samba, Chega de saudade, Samba de verão, e os afro-sambas de Baden & Vinicius. Além do jantar correto, há uma carta de vinhos com uma impressionantes oferta de taças de brancos e tintos.
 
VOLTA AO BRASIL - Na segunda-feira pela manhã, arrastamos nossas malas até a Términi (pouco mais de 100 metros) e pegamos o expresso para o Fulmichino. De lá, um voo Alitalia até o Tom Jobim/Galeão.

"Minha alma canta / vejo o Rio de Janeiro /
estou morrendo de saudade..."

(Viajamos com a "MORROCOS FASCINANTE", representante da "SIROCO" no Brasil)